sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Geofusion conquista aporte da Intel Capital

A Geofusion é um das patrocinadoras do 5th SCIP Latam Competitive Intelligence Summit, e será uma das empresas a mostrar suas soluções durante o encontro. Abaixo você confere a matéria publicada no Valor com detalhes de recente investimento realizado pela Intel Capital na Geofusion. 

A Intel Capital, braço de investimento em empresas da fabricante americana de chips, fechou seu segundo aporte em uma companhia brasileira em 2013. O investimento, que não teve valor divulgado, foi feito na Geofusion, especializada em sistemas de geolocalização oferecidas pela internet por meio de computação em nuvem. Por esse modelo, os usuários não precisam ter sistemas instalados em seus computadores e podem acessá-los via internet em servidores dos fornecedores.

Figoli (à esquerda), da Geofusion, e Villela, da Intel Capital: em cinco anos, base de clientes cresceu dez vezes e receita aumentou a um ritmo de 60% ao ano
Figoli (à esquerda), da Geofusion, e Villela, da Intel Capital: em cinco anos, base de clientes
cresceu dez vezes e receita aumentou a um ritmo de 60% ao ano
Tradicionalmente, a Intel assume participações que variam de 15% a 30% do capital das empresas, com aportes médios de US$ 2 milhões a US$ 10 milhões – mas o valor pode ser muito superior. Há duas semanas, a companhia anunciou um aporte na WebRadar, especializada em sistemas de análise de dados em tempo real também oferecidos no modelo de computação em nuvem.

Em entrevista ao Valor PRO – serviço de informações em tempo real do Valor -, Alexandre Villela, diretor de investimentos da Intel Capital, disse que o investimento na Geofusion teve duas grandes motivações: a aposta da companhia em tecnologias de geolocalização e computação em nuvem, duas grandes tendências do mercado de tecnologia; e o potencial de setores da economia que podem ser atendidos pela empresa.

“O mercado [de geolocalização] ainda é desconhecido no Brasil, tem muito espaço para crescer”, disse Pedro Figoli, executivo-chefe da Geofusion. De acordo com o executivo, a companhia tem 200 clientes. A maior parte (60%) é de empresas de pequeno e médio porte. Entre os principais setores atendidos estão varejo, ensino, saúde, imobiliário e cosméticos.

O principal produto da Geofusion é o OnMaps, um serviço de mapas que reúne informações de 250 fontes como IBGE, Ministério do Trabalho e consultorias, para exibir perfis da população e do consumo nas cidades brasileiras. Segundo Figoli, um varejista pode usar o serviço para planejar a abertura de novas lojas, ou avaliar que tipo de produto tem mais potencial de sucesso em uma determinada região. Os clientes assinam contratos de 12 meses e pagam valores fixos mensais. O preço depende do número de usuários e da quantidade de bases de dados em uso.

Criada em 1996, a Geofusion operou como uma consultoria de geomarketing na área de varejo até 2008. A partir daí, a empresa direcionou suas atividades para o desenvolvimento de um sistema de mapas próprios. “Só com a consultoria não conseguiríamos ter a escala que atingimos com a oferta pela internet”, disse Figoli.

De acordo com o executivo, nos últimos cinco anos o número de clientes da Geofusion cresceu dez vezes, enquanto o quadro de funcionários passou de 20 para 50 (dois terços dos quais voltados à área de tecnologia e captação de dados, e o restante à administração e vendas). Durante esse período, a receita tem crescido a um ritmo de 60% ao ano e o objetivo, disse Figoli, é elevar esse patamar para 100%. A Geofusion não revela sua receita atual. Mas o plano é chegar a um valor de R$ 100 milhões em até cinco anos.

A projeção de crescimento está baseada no aumento das vendas no Brasil, mas também na expansão internacional da companhia. Segundo Figoli, muitos clientes estrangeiros que usam o OnMaps no Brasil e até empresas brasileiras com atuação fora do país têm pedido à Geofusion para expandir suas operações. A ideia é iniciar esse processo em dois anos, com foco especialmente no mercado dos Estados Unidos. “Já fizemos negócios em países da América Latina por conta de clientes, mas apostar nesses países exige muito esforço para atender a mercados pequenos”, disse o executivo.

O investimento da Intel Capital é o segundo recebido pela Geofusion, que, em 2011, vendeu uma participação para o fundo Criatec, do BNDES. O valor do aporte não foi revelado. O fundo, que tem 36 empresas e está fechado para novos investimentos, tinha como política aplicar entre R$ 1,5 milhão e R$ 5 milhões nas empresas.

Desde que se instalou no Brasil em 1999, a Intel Capital investiu em quase 30 empresas locais. O total aplicado ultrapassa US$ 80 milhões. De acordo com Vilela, só no ano passado foram seis investimentos, o maior número dos últimos anos. O executivo disse que as expectativas para 2013 são boas, mas não quis dizer se são superiores aos aportes registrados em 2012. “Não temos uma meta específica de investimentos. Depende muito das conversas que mantemos com as empresas”, disse. Entre as áreas de interesse da companhia estão comércio eletrônico, computação em nuvem, análise de grandes volumes de dados (“big data”), saúde e mobilidade.

Por Gustavo Brigatto. Fonte: Valor Econômico -11/03/2013
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O fenômeno Big Data e seu impacto nos negócios

Estima-se que, do início da civilização até 2003, a humanidade criou 5 exabytes (um quintilhão de bytes) de informação. Atualmente, criamos esse mesmo volume a cada dois dias. Um estudo da consultoria IDC indica que, de 2012 até 2020, o volume de dados armazenados na internet deverá dobrar a cada dois anos.


As razões por trás desta explosão de dados são simples de entender. A proliferação das redes sociais, o crescimento do e-commerce e a crescente penetração de dispositivos móveis são fenômenos relativamente recentes e que tendem a se intensificar nos próximos anos. Além disso, estima-se que, já em 2015, teremos 25 bilhões de dispositivos conectados, que vão de PCs e smartphones a dispositivos sensoriais como câmaras de monitoramento e medidores de velocidade, gerando uma enxurrada de dados complexos.

A expressão 'Big Data' refere-se a estes enormes conjuntos de dados caracterizados por grandes volumes (por ordem de magnitude),  de grande variedade, dado que se originam de diversas fontes de dados,  e gerados em alta velocidade, pois podem ser obtidos ao mesmo tempo em que se originam. Estes três características principais são, por vezes descritas como o "três Vs" do Big Data.

Quando se fala de 'Big Data', sob o ponto de vista empresarial, a grande oportunidade que as empresas têm é a de extrair efetiva inteligência de negócios a partir destes dados. Ferramentas de análise específicas, também conhecidas como 'Analytics', permitem implementar estratégias para conhecer e fidelizar melhor seus clientes, reduzir custos operacionais e melhorar seus produtos.

No mundo corporativo, existem exemplos notáveis de criação de vantagem competitiva a partir de estratégias baseadas em técnicas de 'Big Data'. Empresas de E-Commerce utilizam dados do perfil de seus consumidores e seu perfil de navegação para definir, em tempo real, produtos a serem oferecidos a seus clientes. A Netflix tem, por exemplo, aproximadamente 2/3 de suas vendas feitas através de recomendações customizadas. Grandes operadoras de Telecom correlacionam dados de perfil de uso de seus clientes e seu perfil de tarifação para definir estratégias para redução de 'churn'. Empresas do mercado financeiro correlacionam dados publicos de multiplas fontes de seus clientes de modo a auxiliar a construção de seu perfil de crédito. Empresas do setor de varejo buscam seus pontos de venda usando ferramentas que correlacionam dados complexos de demografia, fluxo de pessoas e consumo setorial.

O mercado de 'Big Data' ainda é relativamente incipiente se comparado a seu potencial. Em 2013, pesquisas de mercado indicam que o mercado global movimente aproximadamente US$10 bilhões, sendo que aproximadamente 30% deste volume é representado por software, enquanto o restante é dividido entre hardware e serviços. Apesar de relativamente pequeno, é um dos segmentos de maior crescimento projetado no setor de tecnologia, com taxas superiores a 50% ao ano nos próximos anos. No Brasil, o segmento de 'Analytics' deve movimentar mais de US$260 milhões este ano, um crescimento de 70% em relação ano passado, segundo dados da consultoria Frost & Sullivan.

O fenômeno do Big Data, em conjunto com a computação em nuvem – o 'cloud computing' – tem potencial para ser disruptivo para a indústria de software. Depois de um período de 'maturação', as soluções de 'Analytics' permitirão que as companhias obtenham insights importantes sobre seus mercados, competidores e seu negócio, o que representará um elemento competitivo importante bem como criará ganhos de produtividade e inovação. Existe um desafio relevante – e longe de ser resolvido – de se simplificar as soluções de 'Analytics' a ponto que sejam utilizadas por usuários de negócio, e não por engenheiros-especialistas e estatísticos. No entanto, a despeito deste desafio e de toda excitação – por vezes exagerada – natural de novas tecnologias, as perspectivas são muito positivas e são corroboradas pela fértil atividade de investimento por parte de fundos de Venture Capital e Private Equity neste setor, inclusive em empresas emergentes brasileiras. Desde 2008, mais de 500 empresas já foram investidas no setor globalmente, em uma alocação superior a US$4.9 bilhões, segundo a CB Insights.

Alexandre Villela é diretor de Investimentos da Intel Capital para América Latina.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Active Dialog sobre Inovação e Patente

Neste active dialog do 5th SCIP Latam Competitive Intelligence Summit, o diretor geral da Axional Consultoria Tecnológica, Henry Suzuki, conduzirá os participantes por uma abordagem sobre Inovação e Patentes.

A sessão será composta por duas partes. A primeira abordará aspectos determinantes para o uso estratégico de patentes na empresa, incluindo: avaliação de “patenteabilidade”, liberdade
para operar estudos, mapeamento de tecnologia, invenção estratégica, patenteamento estratégico e busca e monitoramento de concorrentes/ parceiros.

A segunda parte abordará ferramentas e técnicas para pesquisa de patentes e análise, incluindo: palavras-chave, cessionários de patentes, classificações de patentes, citações, famílias de patentes e status jurídico.
Um caso de amostragem no campo de produtos cosméticos será utilizado para ilustrar como as empresas brasileiras podem usar informações sobre patentes como uma importante ferramenta adicional para a inteligência competitiva e a inovação.

Abaixo você pode ver uma entrevista do Dr. Henry Suzuki sobre a lei de Propriedade Industrial para a TV Unesp.



Neste link você pode baixar uma apresentação realizada pelo Dr. Henry Suzuki sobre o uso estratégico de patentes em negócios. Prepare-se para o Active Dialog: traga suas perguntas e enriqueça o debate!


Veja a programação completa do 5th SCIP Latam Competitive Intelligence Summit e garanta sua presença no mais importante encontro da comunidade de inteligência competitiva da América Latina.